Nicolau Breyner critica horário de 'Vila Faia'
Sábado, 29 Março 2008 12:59

 

 

 

Novela, às 18.00, "é um desperdício" O actor Nicolau Breyner, o primeiro Godunha da Vila Faia (1982), mostrou-se descontente com o horário de emissão que a direcção de programas da RTP definiu para o remake da novela. "É uma hora pouco própria, não me dá jeito nenhum ver", afirmou ontem o actor e "pai" das novelas portuguesas, durante as gravações, ontem, do episódio A Mulher do Soldado da série Casos da Vida, para a TVI.


Nicolau Breyner confessou que apenas viu o segundo episódio de Vila Faia, "porque me levaram para ver". O realizador considerou ainda que a transmissão da novela às 18.00 "é um investimento desperdiçado", algo que "não se faz". "Acho inimaginável fazer um produto com aquele investimento para se passar às seis da tarde", apontou. O actor confessou "não percebo o porquê das coisas, podem dizer "não temos espaço noutra hora". Agora pergunto: valia a pena fazer, no caso de não haver espaço?"

Solidário com os actores da novela, Nicolau Breyner defendeu Simone de Oliveira, a primeira a levantar a voz contra o horário estabelecido pela direcção de José Fragoso. "Percebo perfeitamente a reacção da Simone", apoiou. Tal como ela, protagonista original de Vila Faia, assumi que "sempre que foi preciso tomei posições, mas talvez não tomasse [uma posição] da maneira que ela tomou".

"Mas também não é coisa que me toque pela porta", desabafou Nicolau Breyner, uma vez que "neste momento estou na TVI e não na RTP". E em exclusivo.

"Está ali um grande investimento, com grandes actores", elogiou Nicolau Breyner. O actor ficou satisfeito com a interpretação de Albano Jerónimo, o Godunha da nova versão. "É um belíssimo actor", disse referindo-se ao protagonista. "Foi engraçado ver aquilo assim", concluiu Nicolau Breyner.

Para o homem responsável pelas primeira novelas portuguesas, o remake é "um trabalho bem feito, bem produzido e bem realizado, muito bem conseguido". Apesar das memórias de protagonista da primeira novela portuguesa, Nicolau Breyner, fez questão de afirmar que "não sou nostálgico das coisas que fiz, só das pessoas". - A.B.F.

 

Fonte: DN